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Capítulo 5 – Da diversificação da natureza à divisão territorial do trabalho Milton Santos




É possível compreender a divisão internacional do trabalho pelos capítulos subsequentes. O sistema capitalista se espalha de maneira igual e homogênea pelo mundo enquanto latência e possibilidade (um só mundo, todos unidos em uma aldeia global), todavia se concretiza como realidade somente por meio de ações seletivas que escolhem os espaços mais lucrativos. Daí a expressão do autor de que não existem países globalizados, mas apenas territórios globalizados (regiões e locais) dada essa seletividade corporativa. As corporações se utilizam dos recursos disponíveis para se estabelecer e lucrar “recursos são coisas, naturais ou artificiais, relações compulsórias ou espontâneas, ideias, sentimentos ou valores. É a partir da distribuição desses dados que os homens vão mudando a si mesmos e o seu entorno” (pag 106).


As chamadas economias-mundo se concretizam através da disponibilidade destes recursos (sentimentos, ideias relações espontâneas (consumo individual) ou relações compulsórias (trabalhos mal remunerados, exploratórios). Cada território (local, região, país) tem uma dinâmica própria para congregar esses “recursos” (leis trabalhistas, impostos, matérias primas, educação etc) afim de atrair ou não as corporações. Essa seletividade ela sempre existiu, mas era mais lenta (lembre-se do fator tempo,cada sociedade vive um tempo diferente dado o fator das técnicas), as ela tem se aceleradomuito nas últimasdécadas devido as inovações em comunicação, transporte e novas tecnologias de produção. Esse é o contexto na qual a globalização torna-seuma realidade objetiva“a história conhece uma formidável aceleração e, com o computador, a medida da divisão do tempo se tornam mais possíveis, as consequências do ponto de vista da elaboração científica são palpáveis” (pag 110) .


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