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Sociedade Moderna: o sentimento de pertencer e compartilhar sob a ótica social – instituição sociais


O que é a Sociedade Moderna: o sentimento de pertencer e compartilhar sob a ótica social – instituições sociais


É preciso compreender claramente que viver em sociedade é um ato constante e incessante de fazer concessões pessoais em nome de uma realidade coletiva. Isso não somente por conta do crescente poder que o Estado ou as corporações adquirem no nosso dia a dia, mas sim (principalmente) pela nossa intrínseca necessidade de pertencer e compartilhar...


Todos os dias milhões de pessoas acordam com a necessidade de compartilhar (no sentido de expressar suas ideias ou no sentido de compreender as ideias do outro) e ou trocar experiencia com outras pessoas. Isso é do ser humano. Nada tem a ver no sentido profundo com Capitalismo ou com o Estado-Nação. Tem a ver com o ser humano em sua essência. Esse compartilhamento nos dá a sensação prazerosa de pertencimento. A sensação de “fazer parte de algo” além de nós. Isso nos permite nos “exteriorizar” e nos sentimentos literalmente vivos. É neste momento que vivenciamos o “coletivo” em detrimento do nosso “confinamento íntimo”. É neste momento que a sensação de isolamento cede a sensação de pertencimento, de preenchimento, de compartilhamento e pertencimento. Tem vários nomes...


Essa sensação tem várias maneiras de se sentir ou de se denominar. Pertencer e compartilhar com um(a) “outro(a)” (amor, ser amado, namoro, casamento etc); Pertencer e compartilhar com um pequeno grupo (família, parentes, amigos, vizinhos, colegas classe); Pertencer ou compartilhar com um grupo social (amigos da escola, time de bairro, associação do condomínio, bar da esquina, vôlei do parque, etc); Pertencer ou compartilhar com uma instituição civil (escola do bairro, time oficial, igreja, partido político, ONG etc); Pertencer ou compartilhar com um instituição nacional (exército, marinha, executivo, judiciário, ibama, promotoria, educação nacional etc) e Pertencer ou compartilhar com uma instituição global (greenpeace, fãs de automóveis, mórmons, cruz vermelha, wwf, nazistas, fascistas, comunistas, anarquistas)...


Enfim a sensação de compartilhar e pertencer se manifesta em vários graus desde o nível de indivíduo para indivíduo (um grande amor) até o nível coletividades de milhares de milhões (nazistas, comunistas, anarquistas, católicos, pentecostais etc, militares, nacionalistas). O fato é que essa sensação (sentimento) e essa demanda contínua de identificação, compartilhamento e pertencimento são a grande motivação para as instituições existirem. As instituições são o fundamento da Era Moderna... As pessoas se organizam em grupos e formam instituições para darem vazão a essa necessidade de compartilhar e pertencer. Isso existe desde o início da jornada humana! Desde os primeiros agrupamentos humanos até a formação as primeiras cidades esse sentimento estava lá colocando as primeiras bases dos grandes centros urbanos...


A Modernidade ampliou e amplificou esse processo por meio da multiplicação exponencial das instituições que permitiram que o cidadão comum (pessoas comuns) pudessem dar vazão os suas necessidades de compartilhamento e pertencimento de múltiplas formas. Na Era Moderna o cidadão poderia ser um católico fervoroso (essa era uma forma de vazão do sentimento de compartilhamento e pertencimento) e ao mesmo tempo poderia ser um nacionalista (pertencer e compartilhar o sentimento de pertencer a um lugar, uma terra sagrada a ser defendida). Um ateu poderia também o fazer (juntar-se com pessoas que organizadas, identificadas e compartilhando o sentimento de pertencimento pela exclusão de outros) também poderiam ser comunistas (pertencer e compartilhar o sentimento de pertencer a um lugar, uma terra sagrada a ser defendida – E tinha a internacional comunista ainda que dizia que o lugar deles era no mundo inteiro!).


A Era da Modernidade é a era das instituições...

 
 
 

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